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Pai de Henry Borel comemora cassação de Jairinho: “Justiça sendo feita”

Réu no caso da morte do menino de quatro anos, o vereador não poderá exercer seus direitos políticos pelos próximos oito anos

Fabio Previdelli Publicado em 01/07/2021, às 14h00

Leniel ao lado do filho Henry
Leniel ao lado do filho Henry - Divulgação/Arquivo Pessoal

Na tarde de ontem, 30, uma sessão plenária da Câmara do Rio foi unânime ao decidir pela cassação do mandato do vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, réu no caso do assassinato do menino Henry Borel, que tinha apenas 4 anos. 

A decisão, segundo o G1, foi comemorada por Leniel Borel, pai de Henry, que declarou que a “justiça está sendo feita”, ao comentar o fato de que, agora, o ex-parlamentar não poderá exercer seus direitos políticos pelos próximos oito anos.  

"Estamos vendo a justiça sendo feita. A quebra do decoro parlamentar e a respectiva cassação desse monstro é uma resposta à sociedade, devido ao covarde assassinato do meu filhinho e as demais acusações claras contra esse assassino”, dizia uma mensagem de Leniel que foi lida pelo vereador Tarcísio Motta (PSOL), depois da votação. 

Por unanimidade, o plenário, que contou com a presença de parlamentares presencial e virtualmente, decidiu que Dr. Jairinho, durante as investigações da morte de Henry, cometeu quebra de decoro parlamentar.

Relembre o caso Henry Borel

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

Em maio, então, a Justiça do Rio de Janeiro denunciou Dr. Jairinho e Monique Medeiros pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação no assassinato de Henry. Eles estão presos preventivamente desde então.