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Pai de Henry Borel fala sobre mudanças no depoimento da babá: ‘Continua mantendo uma versão mentirosa’

Em entrevista, Leniel Borel afirmou que seu filho poderia estar vivo se a profissional tivesse alertado sobre as agressões

Redação Publicado em 15/10/2021, às 07h48

Leniel ao lado do filho Henry
Leniel ao lado do filho Henry - Divulgação/Arquivo Pessoal

Em recente entrevista para o podcast Desenrola, Leniel Borel— pai do menino Henry Borel, morto em março deste ano, aos 4 anos de idade — comentou a terceira versão do depoimento da babá do garoto, Thayná Oliveira Ferreira.

No último dia 6, durante primeira audiência sobre o caso — em que a mãe de Henry, Monique Medeiros, e o padrasto, Dr. Jairinho, são réus — a profissional mudou mais uma vez sua versão.

Dessa vez, afirmou que se sentiu ‘usada’ pela patroa e voltou atrás ao dizer que nunca viu a criança ser agredida pelo ex-vereador. Sabe-se que na delegacia, essa não foi a versão de Thayná. Em decorrência das mudanças, a babá foi indiciada por falso testemunho. As informações são do g1.

Ao relembrar o comportamento da babá, Leniel se mostrou indignado com a mudança de postura:

“Achei aquilo um absurdo [...] Com possibilidade de ser presa, a mulher vai lá e fala aquele monte de mentira e continua mantendo uma versão mentirosa. É um absurdo uma pessoa fazer uma coisa dessa e não ser presa”, desabafou o pai de Henry, em entrevista ao podcast.

“As trocas de mensagem dela com a Monique mostram que ela sabia de tudo”, continuou.

Na conversa, Leniel também afirmou que se tivesse sido alertado sobre as agressões, seu filho poderia estar vivo.

“Tudo ela poderia fazer para entrar em contato comigo, e eu teria sumido com o meu filho. Quando ela fala que estava se sentindo ameaçada por Monique, a gente sabe que é o contrário. Familiares dela ainda trabalham para o Jairo. Muito difícil olhar aquela mulher e ver que não caía uma lágrima. Quase que sem nenhum remorso”, finaliza.

Relembre o caso Henry Borel

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

Em maio, então, a Justiça do Rio de Janeiro denunciou Dr. Jairinho e Monique Medeiros pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação no assassinato de Henry. Eles estão presos preventivamente desde então.