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Pai de Henry desconfia de atitudes da ex-sogra em relação a agressões

A avó de Henry Borel foi interrogada pela polícia em março

Redação Publicado em 09/04/2021, às 13h32

Leniel Borel ao lado de Henry
Leniel Borel ao lado de Henry - Divulgação

De acordo com informações publicadas nesta sexta-feira, 9, pelo portal de notícias UOL, Leniel Borel  — pai de Henry Borel — deu uma entrevista para o Globo e comentou sobre atitudes da ex-sogra, Rosângela Medeiros, em relação ao neto.

Em entrevista, Leniel afirma que, além de Monique Medeiros — mãe de Henry Rosângela também sabia e acobertava agressões sofridas pela criança, supostamente cometidas por parte do padrasto, Dr. Jairinho, segundo informações que foram extraídas de uma conversa entre Monique e a babá da criança.

De acordo com o pai do garoto, a ex-sogra tentou mudar de assunto quando ele questionou uma fala de Henry, em que o menino dizia que o “tio” (referindo-se à Jairinho) o machucava.

"Ele atendeu todo tristinho. Eu perguntei o que houve. Ele me disse: 'Papai, eu não quero ficar na casa nova da mamãe'. Eu perguntei o que tinha acontecido, e ele respondeu: 'O tio me machuca'. Ele estava perto da avó e da babá. Aí eu disse: 'Vocês estão vendo aí que não é coisa da minha cabeça? Vocês não falam que sou eu que estou manipulando o Henry para falar isso?'", afirmou o pai do menino.

Na ocasião, Leniel afirma que Rosângela sugeriu que ele “esquecesse isso”. O homem conta que o mesmo foi dito por Monique, quando Borel tentou resgatar mais informações sobre o assunto.

Após a morte de Henry, a avó do menino foi interrogada pela polícia do Rio de Janeiro, segundo revelado na reportagem, em março Rosângela disse que tinha uma relação muito próxima com seu neto, além disso, informou que Henry dormia em sua casa de três a quatro vezes por semana.

Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.