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Pai de Henry fala sobre projeto de lei para proteção de crianças

“Estamos lutando pela aprovação da Lei Henry Borel para que todo agressor pense dez mil vezes antes de agredir uma criança”, pontua Leniel Borel

Penélope Coelho Publicado em 12/04/2022, às 14h42

Leniel Borel em entrevista
Leniel Borel em entrevista - Divulgação/Rede Globo

Em entrevista concedida na manhã desta terça-feira, 12, para o programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo, o pai do menino Henry Borel, Leniel Borel, falou sobre sua luta para que a morte de seu filho de somente 4 anos de idade não tenha sido em vão.

Na ocasião, Leniel falou sobre o projeto de Lei Henry Borel, que visa endurecer as penas para crimes contra crianças e adolescentes, para maior proteção das vítimas. O projeto já foi aprovado no Senado e será analisado novamente na Câmara dos Deputados, já que o texto inicial sofreu algumas alterações.

Estamos lutando pela aprovação da Lei Henry Borel para que todo agressor pense dez mil vezes antes de agredir uma criança porque vai ser severamente penalizado como crime hediondo [...] É como se fosse uma alusão à Lei Maria da Penha, só que voltada para crianças. Para que qualquer pessoa que for omissa seja punida também”, explicou o pai de Henry.

Borel continuou: "Eu luto todo dia pelo meu filho, para que a Justiça seja feita por uma criança inocente. Hoje, além do Henry, eu luto por todas as crianças do Brasil".

Saída de Monique da prisão

Na conversa, o pai da vítima também comentou sobre a recente mudança no regime prisional de Monique Medeiros, mãe de Henry e uma das acusadas pela morte da criança, junto com o ex-namorado, Dr. Jairinho, em 7 de março de 2021.

Com a justificativa de sofrer ameaças na penitenciária, a juíza responsável pelo caso transferiu Monique para prisão domiciliar, a mulher está sendo monitorada com tornozeleira eletrônica.

Não tem diferença de Monique ou Jairo, até agora eu não sei quem matou o meu filho... Eu luto não para fazer vingança, mas por justiça para uma criança inocente e querendo saber a verdade. É um direito meu, como pai, saber o que aconteceu naquela noite de terror”, finalizou.