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Pais terão que pagar 30 mil dólares de indenização após descartarem coleção +18 do filho

O caso curioso aconteceu nos Estados Unidos

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 28/08/2021, às 09h05 - Atualizado às 09h06

Imagem ilustrativa de revistas
Imagem ilustrativa de revistas - Pixabay

Um homem de 43 anos processou os próprios pais por terem descartado sua coleção adulta — e venceu. Como relatou a a Associated Press na última sexta-feira, 27, ele receberá uma indenização de mais de US$ 30 mil, cerca de R$ 156 mil.

Em dezembro de 2020, David Werking venceu um processo que abriu contra os pais após descobrir que eles haviam jogado seu acervo de pornografia no lixo. O caso aconteceu no estado de Michigan, nos Estados Unidos.

A coleção contava com revistas, filmes e objetos +18 que possuíam um elevado valor, chegando a até US$ 29 mil, o que equivale a mais de R$150 mil segundo a cotação atual. Por isso, Werking afirmou que os pais não poderiam simplesmente desfazer-se dela.

Durante a ação, os pais do homem afirmavam que poderiam jogar os artefatos fora porque eram os pais dele, argumento que foi contestado pelo juiz do caso. Sabe-se que não existe lei nos Estados Unidos que dê autorização a familiares para descartarem propriedades dos filhos.

Agora, oito meses após terem perdido o processo contra o filho, os pais terão de pagar a alta indenização, além do  valor de US$ 14,5 mil, mais ou menos R$ 75,2 mil, que deverá ser dado ao advogado do filho.

O filho voltou a morar com os pais por cerca de dez meses depois de passar por um divórcio. Quando saiu da casa, mudando-se para Indiana, percebeu que o acervo pornográfico não estava mais com ele, o que fez com que David descobrisse o destino que os pais deram à coleção. Segundo o pai, jogar os artefatos fora foi um “grande favor”.