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Paleontólogos descobrem tubarão primitivo de 370 milhões de anos que tinha dentes articulados

Em novo estudo, a arcada do surpreendente animal marinho chama atenção pela possibilidade de giro das mandíbulas

Wallacy Ferrari Publicado em 24/11/2020, às 09h03

Representação do tubarão no estudo
Representação do tubarão no estudo - Christian Klug/UZH
Um grupo de paleontologistas internacionais concluiu que alguns dos tubarões pré-históricos possuíam uma condição genética que permitia o giro de mandíbula para a caça. O movimento pemitia o uso dos dentes maiores e mais afiados em outros pontos da boca, como relatado na análise publicada na revista científica Communications Biology.
 
O exame foi feito em conjunto por pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, e Universidade de Chicago, EUA, e tiveram uma amostra de fóssil que viveu a cerca de 370 milhões de anos atrás, encontrada no Marrocos e inteiramente reconstruída pouco depois. A espécie, até então desconhecida, foi nomeada Ferromirum oukherbouchi.
 
Restos fossilizados reconstruídos digitalmente para fomação do tubarão / Crédito: Frey, L., Coates, M.I., Tietjen, K. et al. 
 
A rotação da arcada permitia também que os dentes mais recentes fossem usados, evitando desgate apenas dos frontais, O animal media ceca de 33 centímetos de compimento e tinha olhos despoporcionais que conseguiam ocupar 30% da caixa craniana.
 
Linda Grey foi uma das autoras do estudo e explicou, ao tabloide britânico Express, a impotância dessa movimentação dentária: "Através desta rotação, os dentes maiores, mais recentes e afiados, que normalmente estavam inclinados para dentro da boca, eram posicionados em uma posição frontal, o que tornava mais fácil para estes animais imobilizar suas vítimas".