Facebook Aventuras na HistóriaTwitter Aventuras na HistóriaInstagram Aventuras na HistóriaSpotify Aventuras na História
Notícias / Papa

Papa alega ser legítima rebelião de pessoas que não querem participar de guerras

O papa ainda falou que "se o mundo fosse liderado por mulheres, seria um lugar melhor"

Redação Publicado em 11/07/2022, às 11h26 - Atualizado às 12h13

Registro de Para Francisco em Conferência - Getty Images
Registro de Para Francisco em Conferência - Getty Images

Em uma mensagem enviada para a Conferência de Jovens da União Europeia, em Portugal, nesta segunda-feira, 11, o papa Franciscoafirmou ser “legitimo” que as pessoas se rebelem e não queiram lutar nas guerras ou conflitos armados pelo mundo.

"Queridos jovens, ao mesmo tempo que vocês estão realizando a sua conferência, na Ucrânia (que não é União Europeia, mas é Europa), combate-se uma guerra absurda. Esta, juntando-se aos numerosos conflitos em curso em diversas regiões do mundo, torna ainda mais urgente um pacto educativo que instrua a todos para a fraternidade", ressaltou no documento.

Em outro trecho, o líder da religião católica atestou uma crítica sobre a maneira como a União Europeia está tratando todos os conflitos entre a Ucrânia e a Rússia.

"A ideia de uma Europa unida brotou de um forte anseio de paz, depois de tantas guerras travadas no continente, e levou a um período de paz que durou 70 anos. Agora todos devemos nos empenhar para pôr fim a esta loucura da guerra, onde, como de costume, uns poucos poderosos decidem e mandam milhares de jovens para combater e para morrer. Em casos como este, é legítimo rebelar-se", disse Francisco na sua leitura.

Crítica aos principais chefes de Estados do planeta

Conforme a apuração do portal UOL, o pontífice ainda aproveitou do espaço para fazer uma maior crítica aos governadores mundiais.

Para ele, "se mulheres governassem o mundo, não haveria tantas guerras. Se o mundo fosse governado pelos jovens, não haveria tantas guerras também por que aqueles tem têm toda a vida diante de si, não a querem destroçar e desperdiçar, mas vivê-la em plenitude".

Nas considerações finais, ele pediu para que as novas gerações sejam compostas por “jovens geradores, capazes de gerar novas ideias, novas visões do mundo, da economia, da política, da convivência social”.