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Papa Bento é acusado de acobertar abusos na década de 1980

O Papa emérito não assumiu a responsabilidade

Penélope Coelho Publicado em 05/01/2022, às 09h48

Papa Bento, em 2012
Papa Bento, em 2012 - Getty Images

Na noite da última terça-feira, 4, a mídia alemã divulgou dados de um documento eclesiástico a respeito da gestão do Papa emérito Bento 16, quando atuou como cardeal e arcebispo de Munique, na Alemanha.

Segundo os documentos do decreto extrajudicial do Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de Munique e Freising, de 2016, o religioso — que atualmente tem 94 anos — teria ajudado a acobertar abusos sexuais cometidos por padres, durante a década de 1980.

De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, o periódico alemão Die Zeit afirmou que o antigo Papa sabia das denúncias contra o padre Peter H, acusado de cometer 23 crimes sexuais contra menores de idade, entre 8 e 16 anos.

Na época, o padre havia sido transferido da diocese de Essen para a de Munique-Freising, comandada por Bento. Entretanto, ele continuou a realizar os abusos.

Segundo o documento, a cúpula da Igreja Católica na Alemanha e o papa emérito “renunciaram deliberadamente à punição do crime”.

Em resposta, o secretário particular do ex-líder católico, Georg Gänswein, afirmou à mídia alemã que Bento não sabia da história de Peter H quando era arcebispo. Por isso, não assume responsabilidade.