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Papa Francisco fala sobre os direitos LGBTQIA+ em nova carta

Enviada ao Reverendo James Martin, a nota pode ajudar a compreender as opiniões do pontífice sobre a comunidade

Pamela Malva Publicado em 28/06/2021, às 15h00

Fotografia do Papa Francisco, líder da Igreja Católica
Fotografia do Papa Francisco, líder da Igreja Católica - Getty Images

Na semana passada, o Vaticano enfrentou diversos episódios controversos com relação aos direitos da comunidade LGBTQIA+. No último domingo, 27, no entanto, um líder nos esforços da Igreja Católica para alcançar os católicos da minoria afirmou que recebeu uma carta encorajadora do Papa Francisco, segundo noticiou O Globo.

Acontece que, há oito anos, o pontífice foi questionado sobre a questão dos gays católicos e, ao responder “quem sou eu para julgar?", Francisco deixou ainda mais complexo o compreendimento de sua opinião sobre a homossexualidade, por exemplo.

Escrita em 21 de junho, entretanto, a carta pode trazer novos indícios sobre o real posicionamento do papa. Nela, o pontífice elogiou e agradeceu os trabalhos do Reverendo James Martin, um jesuíta conhecido por ser o autor de um livro sobre como alcançar os católicos da comunidade LGBTQIA+.

“Vejo que você está continuamente procurando imitar esse estilo de Deus. Você é um pregador de homens e mulheres, assim como Deus é um Pai para todos os homens e mulheres”, escreveu Francisco, ainda segundo O Globo. “Rezo para que continue assim, sendo próximo, tendo compaixão e com grande ternura.”

Data especial

A revelação da carta enviada pelo pontífice vem em um momento especial, apenas um dia antes do Stonewall, data comemorada por toda a comunidade LGBTQIA+. Segundo O Globo, o padre Martin fez questão de torná-la pública após uma conferência virtual.

Ainda mais, em sua nota ao membro da Igreja Católica, Francisco ainda prometeu que irá orar pelo "rebanho" do padre Martin, afirmando que o jesuíta fez eco a Jesus ao pontuar que seus ansinamentos estavam “abertos a todos”.

Frente ao novo posicionamento do Papa Francisco, religiosos agora buscam saber se o religioso de 84 anos segue comprometido com as vertentes mais tolerantes da Igreja, ou se continua um social conservador, que tenta agradar a todos, segundo O Globo.