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Papa orienta profissionais da saúde a recusarem abortos: 'É homicídio, não é lícito ser cúmplice'

O Santo Padre discursou para farmacêuticos em universidade e deixou clara sua opinião sobre a prática

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 14/10/2021, às 09h35

Papa discursando em setembro de 2021
Papa discursando em setembro de 2021 - Getty Images

O papa Francisco voltou a defender profissionais da saúde que se recusam a cooperar com abortos, acrescentando que a prática, mesmo que voluntária, deve ser classificada como "homicídio". A declaração se deu num evento na Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma, na manhã desta quinta-feira, 14.

Em frente a farmacêuticos de hospitais italianos, ele pediu para que os presentes respeitem os preceitos católicos em relação aos remédios contraceptivos.

"Vocês sempre estão a serviço da vida humana, e isso pode comportar, em certos casos, a objeção de consciência, que não é infidelidade, mas sim fidelidade à sua profissão. E também é uma denúncia das injustiças contra vidas inocentes e indefesas".

Apesar de permitido por lei na Itália desde a década de 1970, nem todo médico pode aceitar a realização do procedimento, podendo alegar "objeção de consciência".

O papa pautou tal possibilidade, afirmando que "está na moda" tirar a objeção, mas afirmou que tal intimidade ética é individual para cada profissional e "jamais pode ser negociada" por terceiros, como informa a agência de notícias ANSA.

"Sobre o aborto, sou muito claro: trata-se de um homicídio, e não é lícito tornar-se cúmplice. Nosso dever é estarmos próximos das mulheres para que não se chegue a pensar na solução abortiva, que, na realidade, não é uma solução", disse Francisco.