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Papa pede que recursos destinados às armas sejam usados na produção da vacina

O Papa já fez sugestões similares no passado, pedindo que questões como a fome mundial e a pobreza fossem priorizadas

Ingredi Brunato Publicado em 17/12/2020, às 16h05

Fotografia do Papa Francisco
Fotografia do Papa Francisco - Getty images

Nessa quinta-feira, 17, o Papa Francisco mandou uma mensagem para os líderes mundiais. Ele pediu para que o Fundo Global reservado ao investimento em armamentos e cobertura de despesas militares fosse direcionado à produção de vacinas. 

Não é a primeira vez que o Papa argentino cita esse fundo internacional, e nem que demonstra um posicionamento oposto à armas. Em 2017, segundo divulgado pelo UOL, ele disse: “Que decisão corajosa seria estabelecer um 'Fundo Global' com o dinheiro gasto em armas e outras despesas militares para eliminar permanentemente a fome e contribuir para o desenvolvimento dos países mais pobres”. 

Com a pandemia, o católico se mostrou preocupado com o acesso de países carentes à vacina contra o novo coronavírus.

Até então, a imunização parece ser o único bote salva-vidas capaz de parar a covid-19 de continuar fazendo vítimas, e Francisco acredita que exista um “nacionalismo da vacina” fazendo os países mais desfavorecidos serem abandonados na corrida pela substância imunizadora das nações mais ricas. 

Em sua mensagem para Dia Mundial da Paz da Igreja Católica de 2020, que ocorre em primeiro de janeiro, o Papa também havia sugerido que as prioridades globais fossem repensadas: 

"Quantos recursos são gastos em armamentos, especialmente armas nucleares, que poderiam ser usados para prioridades mais significativas, como garantir a segurança de indivíduos, a promoção da paz e do desenvolvimento humano integral, a luta contra a pobreza e a disponibilização de cuidados de saúde", disse ele, de acordo com o UOL. 

Sobre o Papa Francisco

Em 13 de março de 2013, Jorge Mario Bergoglio foi eleito papa, após a sucessão de Bento XVI. A decisão foi tomada no segundo dia do conclave, e Bergoglio escolheu o nome de Francisco, em referência a Francisco de Assis.

Nascido em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, na Argentina, Francisco foi o primeiro jesuíta a ser eleito papa e primeiro papa do continente americano.

Ao longo de sua trajetória, Francisco já reuniu uma série de frases consideradas polêmicas e controversas.