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Para os Estados Unidos, regime político de Cuba é ‘fracassado’

Porta-voz da Casa Branca atribuiu a atual insatisfação da população cubana ao comunismo. Confira!

Redação Publicado em 16/07/2021, às 10h14

Cubanos-americanos durante manifestações em Tampa, em apoio aos manifestantes em Cuba
Cubanos-americanos durante manifestações em Tampa, em apoio aos manifestantes em Cuba - Getty Images

Segundo informações da agência de notícias EFE, divulgadas pelo UOL na noite da última quinta-feira, 15, os Estados Unidos fizeram comentários sobre a atual situação de Cuba, que vive uma onda de protestos.

De acordo com a reportagem, em coletiva de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, foi questionada sobre se os protestos e a insatisfação da população cubana estavam relacionados ao regime comunista do país. Em sua resposta, Jen afirmou:

"O comunismo é uma ideologia fracassada, e nós certamente acreditamos nisso. A ideologia fracassada do governo (cubano) levou a uma falta de acesso a oportunidades econômicas, a suprimentos médicos, à vacina da Covid-19”, afirmou a porta-voz, relacionando esses pontos à motivação das manifestações.

A declaração coincide com um momento em que os Estados Unidos revisam a situação política em relação a Cuba. Sabe-se que o presidenteJoe Biden havia prometido retomar o processo de descongelamento das relações entre os países, que foi iniciado durante o governo Obama. Contudo, até o momento, o democrata ainda não priorizou a situação.

De acordo com Jen, a demora acontece em decorrência da necessidade de análises cautelosas:

“Em nossa revisão dessas políticas, um dos grandes fatores é garantir que não estamos fazendo nada para encher os bolsos de um regime autoritário e corrupto", pontuou.

Sobre os protestos

De acordo com o G1, a crise sanitária do novo coronavírus somada a escassez de alimentos e medicamentos resultam em cerca de 7 mil novos casos de covid-19 por dia no país, sendo o estopim para as manifestações.

Tal número atinge a notável taxa de 1,3 mil casos a cada 100 mil habitantes, ou compreendendo o atual acréscimo de casos em 1,3% da população. Além disso, o tratamento do governo em relação aos protestos também escancara a ausência de liberdade que, aos gritos e cânticos de milhares, pedem "liberdade" e "pátria livre".