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Para salvar museu, leilão seria realizado em Londres, mas foi adiado no último minuto

O Museu de Arte Islâmica de Jerusalém está passando por dificuldades econômicas e sua última tentativa seria vender 200 artefatos históricos

Isabela Barreiros Publicado em 27/10/2020, às 07h00

Capacete otomano que faria parte do leilão
Capacete otomano que faria parte do leilão - Divulgação/Sotheby's de Londres

A organização Sotheby's de Londres estava organizando um leilão com pelo menos 200 artefatos históricos que pertencem ao Museu de Arte Islâmica de Jerusalém. No entanto, o evento foi adiado no último minuto: ele deveria ocorrer amanhã, dia 27. As informações são do The Guardian.

“A direção da fundação espera que o adiamento permita chegar a acordos que também sejam aceitos pelo Ministério da Cultura nas próximas semanas”, disseram em comunicado. 

A venda dos itens, no entanto, não ocorreria por acaso. A instituição está passando por dificuldades financeiras tremendas e afirma que apenas com o leilão não será levada à falência. Em conjunto, os objetos chegam a valer £ 7,5 milhões, quase R$ 55 milhões.

Tigela do século 13 que iria à leilão / Crédito: Divulgação/Sotheby's de Londres

 

Alguns dos mais impressionantes artefatos que seriam levados à leilão são um capacete que acredita-se ter sido usado por um sultão otomano, uma tigela de vidro do século 13 e uma página de um alcorão que tem quase mil anos.

A venda, porém, causou enorme polêmica no país. O presidente de Israel, Reuven Rivlin, afirmou que os itens possuem "maior valor e significado do que seu valor monetário". Ele também começou uma campanha para impedir "a venda desses bens culturais da região como um todo”.

No comunicado, a instituição afirmou que “as exposições nas galerias permanecerão quase inteiramente imperturbáveis, permanecendo intactas tanto do ponto de vista do espectador quanto do ponto de vista acadêmico e curatorial”.