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Para sobreviver, soldado da Segunda Guerra reparou os relógios de seus captores japoneses

Albert Norman, do exército Britânico, consertou aparelhos dos guardas inimigos durante anos de tratamento brutal

Joseane Pereira Publicado em 02/12/2019, às 07h00

Fotografia que levou ao reconhecimento de Albert Norman
Fotografia que levou ao reconhecimento de Albert Norman - Ely Museum

Pesquisadores do Museu Ely, em Cambridge, Reino Unido, resgataram a história de Albert Norman, um soldado da Segunda Guerra Mundial que sobreviveu à prisão consertando os relógios de seus captores japoneses. Norman foi localizado em uma fotografia que mostra 80 homens da Companhia Ely, tirada em Cingapura no ano de 1942.

Vicki Slaughter, neta do soldado que o reconheceu na fotografia, afirmou que ele era relojoeiro nos negócios da família. "Após a captura, ele consertava os relógios dos guardas - apenas o suficiente para mantê-los funcionando", afirmou Slaughter. "Ele também ajustou os relógios para funcionarem um pouco mais devagar, para que chegassem atrasados ​​e tivessem problemas".

Albert Norman no Gloucestershire Regiment, acima e ao centro / Crédito: Divulgação/Paul Hughes

 

Sofrendo mais de três anos em tratamento cruel, Norman, que foi apelidado de Tick-Tock, sobreviveu à guerra e faleceu com 70 anos. "Apesar de conhecer os detalhes da maioria dos que serviram no regimento, ainda existem muitos dos quais não temos fotos conhecidas”, afirmou Felix Jackson, co-fundador do Cambridgeshire Regiment Research Trust. "Este projeto está nos permitindo adicionar nomes a vários rostos familiares".


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