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Partes desconhecidas do palácio de Herodes, o Grande são reveladas por arqueólogos

Escadarias e teatro privado: a fortaleza do rei de Israel está sendo escavada há 13 anos e abrirá as portas para visitantes em breve

Alana Sousa Publicado em 10/12/2020, às 10h00

Vista ampla do Herodium
Vista ampla do Herodium - Wikimedia Commons

Desde quando o túmulo de Herodes, o Grande, foi descoberto perto de Belém, no deserto da Judeia, há mais de dez anos, os arqueólogos vêm realizando escavações para revelar detalhes do gigante palácio que o rei enterrou antes de sua morte, em 4 a.C.. A informação foi anunciada pela AFP e divulgada pelo jornal The Times of Israel.

Após muitos esforços, o público poderá visitar partes do famoso Herodium, o palácio que Herodes mais gostava e que decidiu batizar com seu próprio nome. No topo de uma colina, com vista para a entrada de Jerusalém, a fortaleza é uma destinação turística disputada — e, a partir do próximo domingo, 13, será mais ainda.

Além de anunciar que o local abrigará visitantes, os pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém revelaram partes que estava desconhecidas até o momento. Muito mais que a sepultura do rei de Israel, Herodium “é um laboratório arqueológico incomparável”, disse o arqueólogo e chefe das escavações Roi Porat.

Retrato de Herodes repousado em seu trono / Crédito: Wikimedia Commons

 

Os turistas poderão conhecer uma grande escadaria que leva do túmulo ao saguão principal. Este, então, possui três níveis de arcos de suporte e ricos detalhes decorativos. Afrescos com listras com as cores castanho, vermelho, preto e verde, imitavam painéis de mármore.

Já na outra parte do saguão, do lado oposto, fica o teatro privado de Herodes, com capacidade para 300 pessoas. Essa região do palácio contém, ainda, uma cabine e sala de visita. No local, pinturas de janelas abertas retratavam a conquista do Egito por Marco Vipsânio Agripa — que conheceu a fortaleza em 15 a.C..

Sobre a sala luxuosa, Porat explica: “Antes disso, Herodes seguia a tradição judaica que evitava imagens de animais e pessoas, mas aqui tudo era possível”. E acrescenta que “é realmente uma cápsula romana na Judéia”.

Sobre arqueologia

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.