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Passageira é morta a marretadas na Linha Azul em São Paulo

O agressor foi preso em flagrante, e disse ter sido impulsionado por vozes em sua cabeça

Vinicius Barbosa, supervisionado por Thiago Lincolins Publicado em 28/04/2021, às 09h35

Momento do incidente
Momento do incidente - Reprodução

Na última segunda-feira, 26, uma mulher foi morta na Linha Azul do Metrô de São Paulo, após ser golpeada por uma marreta, ao passar pela estação da Sé, conforme repercutido pelo Estadão e diversos outros canais de comunicação.

O assassino é um aposentado de 55 anos, que ao ser detido pelos agentes do metrô, disse ter escutado vozes em sua cabeça o dizendo para cometer o crime.

Após a agressão, o criminoso foi linchado por outros passageiros. O aposentado foi preso em flagrante e internado em um hospital. Acredita-se que tenha sido um surto psicótico.

Segundo a Folha de São Paulo, a vítima era Roseli Dias Bispo, uma auxiliar de serviços gerais de 46 anos, que morreu na Santa Casa de São Paulo após ter sido internada por causa das lesões. Roseli usava a linha Azul diariamente, por cinco anos, para trabalhar. 

Roseli Bispo, de 46 anos - Reprodução - redes sociais

 

Em entrevista ao Agora, seu irmão, José Dias Bispo, 62, afirmou que já era parte de sua rotina se dirigir até a Vila Missionária, na região da Cidade Ademar, até o centro onde trabalhava em uma loja de tecidos.

“Ela era uma pessoa muito contida, quieta, discreta. Ia de casa para o trabalho e do trabalho para casa, onde gostava de assistir televisão no tempo livre”, afirmou José Bispo. Roseli foi atacada sem motivo aparente, ela e o agressor não se conheciam.

O homem teve sua prisão decretada nesta terça-feira (27) pelo TJ-SP (Tribunal da Justiça de São Paulo) e, de acordo, com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a Polícia Civil irá investigar o caso, que foi registrado como homicídio na Delegacia do Metropolitano (Delpom), na Barra Funda.