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Pastor pentecostal é investigado por incitar 'massacre' de judeus

Líder da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, Tupirani da Hora Lores deve responder pelo ato de intolerância religiosa

Pamela Malva Publicado em 12/03/2021, às 14h30

Imagem dos oficiais durante a chamada Operação Shalom
Imagem dos oficiais durante a chamada Operação Shalom - Divulgação/Polícia Federal

Em junho de 2020, o pastor Tupirani da Hora Lores gerou polêmica ao publicar o vídeo de um de seus cultos, no qual ele supostamente pediu por um "massacre" de judeus. Nesta sexta-feira, 12, o religioso tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).

Com um mandado contra o pastor, os policiais da Operação Shalom foram até a sede da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, no Santo Cristo, Rio de Janeiro. Segundo o G1, a ideia era encontrar provas que pudessem comprovar o caso de intolerância religiosa.

Tendo viralizado na época de sua publicação, o vídeo do culto ainda trazia uma fala que gerou comoção nacional. Durante o encontro, Tupirani teria dito que os judeus “deveriam ser envergonhados como foram na Segunda Guerra Mundial” — tal declaração, inclusive, acabou sendo repercutida por jornais de Israel.

Agora, graças a ação movida pela Delegacia de Crimes Cibernéticos, o pastor deve responder pelo posicionamento. Nesse sentido, ele pode ser acusado de incitação à discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

A operação, contudo, não representa a primeira vez que Tupirani tem problemas com a justiça, segundo o G1. Em 2008, o suspeito foi condenado por intolerância religiosa, acusação que se repetiu em 2012, quando ele e alguns de seus seguidores foram detidos por diversas atitudes homofóbicas, xenófobas e racistas.