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Notícias / Brasil

PCO defende Monark e a legalização de um partido nazista no Brasil

"O Estado não deve ter o poder de pôr nenhum partido na ilegalidade”, disse a sigla em suas redes sociais

Fabio Previdelli Publicado em 09/02/2022, às 15h21

O apresentador Monark - Divulgação/Vídeo/Youtube/Flow Podcast
O apresentador Monark - Divulgação/Vídeo/Youtube/Flow Podcast

Após a polêmica envolvendo o youtuber Bruno Aiub, o Monark — que foi demitido do Flow Podcast depois de defender a legalização de um partido nazista no Brasil, durante conversa com os deputados Kim Kataguiri e Tabata Amaral sobre liberdade de expressão —, o Partido da Causa Operária (PCO) saiu em defesa de Aiub

De acordo com a sigla, o apresentador “é mais uma vítima da perseguição autoritária contra os direitos democráticos irrestritos para todos”. O partido alega que Bruno “fez uso de seu direito à livre expressão” e só foi demitido “após pressão dos patrocinadores”.

“O apresentador Monark está sendo perseguido por apresentar uma mera opinião. O clima policialesco de censura e histeria apoiado pela esquerda identitária não liberta nenhuma minoria oprimida. Ele apenas aumenta o poder de repressão do Estado burguês sobre todos", declarou a sigla em outro Tweet. 

Durante a conversa, Monark afirmou que “a esquerda radical tem muito mais espaço que a direita radical, na minha opinião. As duas tinham que ter espaço, na minha opinião (...) Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido pela lei".

O Partido da Causa Operária defendeu o argumento de Bruno Aiub. "O Estado não deve ter o poder de pôr nenhum partido na ilegalidade. O argumento de tornar o fascismo ilegal abre margem também para criminalizar o comunismo. A luta contra o fascismo não passa pela repressão do Estado burguês, mas contra essa repressão".

Conforme aponta matéria da Folha de São Paulo, o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, participou de uma live na última terça-feira, 8, onde reiterou o posicionamento da sigla e também defendeu que o partido nazista deveria ter direito à legalização. 

Acho o nazismo uma abominação, mas se alguém quiser legalizar um partido, que legalize. Tem que ser combatido publicamente, não através de uma legislação estatal", disse. 

"É melhor que as pessoas se expressem, que todos vejam o que elas querem. No Brasil, se tem uma coisa certa é que aquilo que é proibido pelo Estado e é muito malvista pelos cidadãos brasileiros de modo geral vai se popularizar. A proibição só vai fazer com que a coisa cresça", concluiu.

O rastro do nazismo

Durante o Holocausto na Segunda Guerra Mundial (1939 -1941), estima-se que cerca de 5 a 6 milhões de judeus tenham sido mortos pelo regime nazista, sob a justificativa de uma supremacia da raça ariana.

Ao lado de outras mentes cruéis, Adolf Hitler foi o responsável pelo massacre de judeus, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová e outras minorias durante a Segunda Guerra Mundial.

No Terceiro Reich, aqueles excluídos da ‘raça ariana’ eram enviados para campos de trabalho forçado e execução. Uma das vítimas brasileiras do regime é o senhor Andor Stern.

“Eu tive o privilégio de ter reposto tudo que eu perdi. A vida me compensou de verdade: me deu, por exemplo, uma família maravilhosa e a oportunidade de, ainda com a minha idade, ser lúcido. Eu não tenho muito do que reclamar da vida, ainda que tenha vivido o que eu presenciei”, disse ele em entrevista ao site Aventuras na História no ano passado.