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A pedido da ONU, México cede vacinas contra Covid-19 para países mais pobres

O presidente López Obrador, não informou quantas doses serão doadas e nem quando as vacinas serão repostas para a população mexicana

Penélope Coelho Publicado em 18/01/2021, às 10h03

Imagem meramente ilustrativa de seringas hospitalares
Imagem meramente ilustrativa de seringas hospitalares - Divulgação/Pixabay

De acordo com informações da agência de notícias AFP, publicadas pelo UOL, nesta segunda-feira, 18, o presidente do México Andrés ManuelLópez Obrador, decidiu acatar a um apelo da ONU que pedia para que países que tivessem condições doassem algumas doses da vacina contra a Covid-19 para nações menos favorecidas.

Obrador aceitou uma redução no ritmo de entrega das vacinas produzidas pela Pfizer/BioNTech para o México, a fim de ajudar outras nações. O presidente informou que as doses doadas serão repostas no futuro: “Estamos de acordo com isso, que baixem [as doses] e depois reponham o que pertence a nós", disse o líder mexicano, durante um evento.

Até o momento, Andrés não informou a quantidade de doses que serão enviadas, e  também não comentou sobre quando as vacinas destinadas para outros países serão repostas no México.

Na ocasião de sua decisão, ele se mostrou indignado com o que ele chamou de “fracasso de solidariedade” no momento de pandemia mundial. Andrés fez críticas aos países mais ricos que compraram doses da vacina que excedem o necessário.

Sabe-se que o México assinou com a Pfizer para a compra de 34,4 milhões de doses, quantidade que deve imunizar 17,2 milhões de pessoas. López informou que a atual doação não irá prejudicar o México, já que o país também têm planos para assinar acordos com outras desenvolvedoras da vacina.

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o México registra 1.641.428 de pessoas infectadas, as mortes em decorrência da doença já chegam em 140.704 no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 95.077.677 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 2.031.599 milhão de mortes, sendo mais de 209 mil delas apenas no Brasil, que está no segundo lugar entre os países onde mais pessoas morrerem por complicações da Covid-19. O primeiro deles é os EUA, com mais de 397 mil.