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Pela 23° vez, liberdade condicional é negada à seguidora de Charles Manson

Presa em 1969, Leslie Van Houten, que agora tem 71 anos de idade, participou do assassinato do casal Leno e Rosemary LaBianca — um dos crimes mais famosos da família Manson

Giovanna de Matteo Publicado em 02/12/2020, às 09h00

Charles Manson (à esq.) e sua discípula Leslie Van Houten (à dir.)
Charles Manson (à esq.) e sua discípula Leslie Van Houten (à dir.) - Crédito: Divulgação (esq.)/Wikimedia Commons (dir.)

Leslie Van Houten, discípula do "guru" psicopata Charles Manson, foi condenada a prisão em 1969 após ser acusada de participar de um duplo homicídio. Na época a menina tinha apenas 19 anos e participava da seita incomum da "Família Manson", que promovia diversos crimes e assassinatos, principalmente entre a comunidade de Hollywood.

Desde sua prisão, Van Houten, que agora tem 71 anos de idade, vêm tentando lutar por uma liberdade condicional. No entanto, a senhora acaba de ter a sua 23° tentativa de liberdade recusada.

Leslie foi presa por ter participado do assassinato ao casal Leno e Rosemary LaBianca, onde admitiu ter esfaqueado cerca de 15 vezes uma das vítimas. O crime aconteceu um dia após o assassinato de Sharon Tate, esposa de Roman Polanski, que também foi morta por outras pessoas do grupo de Manson.

Em 1971 ela acabou sendo condenada à morte, porém conseguiu escapar da sentença e em 1978 pegou a pena de prisão perpétua, que cumpre até hoje no presídio feminino de Corona, na Califórnia, EUA.

Em julho deste ano, o seu 23º pedido de liberdade condicional foi concedido para análise e julgamento por uma comissão penitenciária. Porém, quando a decisão chegou ao governador do estado americano, ele a vetou.

O governador democrata da Califórnia, Gavin Newsom, disse à AFP nesta segunda, 30, que acredita que "atualmente é um risco grande demais para a sociedade se [Leslie] for libertada”.