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Pela primeira vez, jovem passa por transplante de mãos e rosto

Tal procedimento foi realizado duas vezes na história, mas nunca foi tão bem sucedido quanto as cirurgias feitas em Joe DiMeo

Pamela Malva Publicado em 04/02/2021, às 15h00

Joe DiMeo antes e depois dos transplantes
Joe DiMeo antes e depois dos transplantes - Divulgação/Centro Médico NYU Langone

Em julho de 2018, o jovem Joe DiMeo, de 22 anos, sofreu um acidente automotivo que deixou 80% de seu corpo queimado. Dois anos depois, ele passou por um transplante duplo de mãos e rosto e, agora, está completamente recuperado, segundo o UOL.

Foram cinco meses de reabilitação após os procedimentos, que foram realizados em agosto de 2020. Antes dos transplantes, entretanto, o jovem ainda teve de passar por outras 20 cirurgias construtivas e diversas transfusões de sangue. 

Mesmo com apenas 6% de chance de encontrar um doador, segundo a revista People, Joe teve a ajuda do programa Gift of Life e, assim, recebeu os órgãos perfeitos. No total, então, a cirurgia durou 23 horas e exigiu máxima concentração da equipe, que contava com 140 profissionais do Centro Médico NYU Langone, em Nova York.

Imagens de Joe depois do acidente e já transplantado / Crédito: Centro Médico NYU Langon

 

Além dos transplantes, os cirurgiões também reconectaram cinco artérias, dois ossos, duas veias principais, 21 tendões e três nervos no corpo do jovem paciente. As partes mais complexas, contudo, ainda seriam as substituição das mãos e do rosto.

Nos meses que antecederam o procedimento, inclusive, o cirurgião plástico Eduardo Rodriguez fez questão de contar a Joe sobre outras duas tentativas da mesma cirurgia que não deram certo. Mesmo transplantados, um dos pacientes morreu devido a uma infecção e o outro apresentou rejeição às mãos que recebeu, de acordo com o UOL.

Com o jovem, todavia, os resultados foram surpreendentes e, meses depois da cirurgia, com a fisioterapia indo de vento em popa, Joe se diz grato. "Posso sentir o pelo do meu cachorro, ou [seu toque] quando ele lambe a palma da mão, e isso me deixa feliz", conta.