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Pela primeira vez na história, Chile elege uma deputada transexual

Emilia Schneider fez história ao ser escolhida por quase 15 mil chilenos para o cargo na Câmara dos Deputados

Pamela Malva Publicado em 24/11/2021, às 17h00

Fotografia de Emilia Schneider
Fotografia de Emilia Schneider - Divulgação/ Instagram/ @emischneiderv

Emilia Schneider, de 25 anos, entrou para a história do Chile no último domingo, 21. Naquela tarde, a população foi às urnas para escolher seus representantes e, assim, a jovem tornou-se a primeira mulher trans eleita para a Câmara dos Deputados do país.

Integrante do Partido Comunes, de esquerda, Emilia recebeu quase 15 mil votos nas urnas chilenas, segundo noticiou o serviço eleitoral chileno, via Metrópoles. Em suas redes sociais, então, ela agradeceu o apoio de seus eleitores e comentou a conquista.

Quero agradecer-lhe todo o apoio e hoje sinto-me humilde e honrada por ser a primeira deputada trans do Chile”, narrou ela. “Este é um passo graças a anos de luta feminista e dissidente.”

Nesse sentido, Emilia ainda deixou claro que, agora, irá participar das decisões chilenas para que outras pessoas também possam viver sem medo de ser quem são. “Trabalharemos muito para que o Chile e a democracia se transformem com todos e todas, sem deixar ninguém para trás, apesar das adversidades”, prometeu a deputada.

Antes de ser eleita, a jovem política já foi presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECH). Agora, fazendo parte da coligação Aprovo Dignidade, Emilia ocupa uma vaga na Câmara que representa as comunas do distrito 10, divisão que inclui as cidades de Santiago, Ñuñoa, Macul, Providencia, La Granja e San Joaquín.

No domingo, além das eleições para a Câmara dos Deputados, os chilenos ainda votaram em seu próximo presidente. Entre os sete candidatos ao pleito, apenas Gabriel Boric (com 25,83% dos votos) e José Antonio Kast (27,91%) irão participar do segundo turno.

Essa foi a primeira vez em 16 anos que as eleições presidenciais chilenas não incluíram nem a ex-presidente Michelle Bachelet, nem o atual governante, Sebastián Piñera.

 
 
 
 
 
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