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Pela sexta vez, governador de Nova York é acusado de abuso sexual

Andrew Cuomo teria “tocado indevidamente” a mulher durante uma reunião em sua casa

Fabio Previdelli Publicado em 10/03/2021, às 12h03

O governador Andrew Cuomo
O governador Andrew Cuomo - Divulgação

Segundo reportagem publicada ontem, 9, pelo jornal Albany Times Union, mais uma mulher alegou ter sido assedia por Andrew Cuomo, atual governador de Nova York. Esta é a sexta acusação que Andrew recebe.  

De acordo com um oficial que teve acesso à denúncia, Cuomo teria “tocado indevidamente” a mulher durante uma reunião que aconteceu em sua casa. A equipe do político teria sido avisada sobre a nova denúncia somente ontem.  

"Todas as alegações de que tomamos conhecimento direta ou indiretamente estão indo prontamente para os investigadores nomeados pelo procurador-geral", afirmou o governador em um comunicado divulgado.  

Essa nova denúncia foi encaminhada para Joon Kim, ex-procurador dos Estados Unidos, e para a advogada trabalhista Anne Clarke. Juntos, eles lideram a investigação independente sobre as denúncias.  

Acusações confiáveis 

No início do mês, Nacy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, disse que as duas primeiras acusações de assédio, feitas por duas ex-funcionárias, contra Andrew, são “confiáveis”.  

"As mulheres que apresentaram acusações sérias e confiáveis contra o governador Cuomo merecem ser ouvidas e tratadas com dignidade", declarou Pelosi em um comunicado oficial. As informações são do UOL.  

Em entrevista ao The New York Times, no dia 27 de fevereiro, Charlotte Bennett, ex-assessora de Saúde, afirmou que Andrew a assediou sexualmente no ano passado. O governador negou as acusações levantadas contra ele, as desmentindo formalmente.   

“[Jamais fiz] insinuações à senhorita Bennett, nem tive a intenção de agir de forma inadequada”, declarou Cuomo em um comunicado oficial. O governador ainda declarou que a apoiará, já que Charlotte havia contado ser uma sobrevivente de agressão sexual.   

A outra acusação partiu por parte de Lindsey Boylan, outra ex-conselheira de Andrew, que declarou ter sido assediada quando trabalhou para ele, entre 2015 e 2018. Lindsey disse que Cuomo a beijou à força, sugeriu que ela participasse de um jogo de “strip poker” e ainda “avançou para me tocar nas costas, braços e pernas”.  

O governador cedeu à pressão feita por congressistas no final de semana e aceitou que uma investigação independente fosse instaurada para apurar as acusações, além da que será feita por sua própria administração.