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Notícias / Pitbull

'Pensei perder minha filha e minha bebê', diz mãe grávida que salvou menina de 9 anos de pitbull

No Rio de Janeiro, a vítima passou por uma cirurgia após as mordidas do pitbull

Redação Publicado em 12/07/2022, às 09h50

Crianaça vítima do pitbull, com apenas 9 anos de idade - Divulgação/ Hospital Estadual Alberto Torres
Crianaça vítima do pitbull, com apenas 9 anos de idade - Divulgação/ Hospital Estadual Alberto Torres

Paula da Mara Lima, de 34 anos, está grávida e no final do mês de junho entrou em uma batalha corporal contra um cachorro da raça pitbull para defender a sua filha que teve lesões após o animal atacá-la, em um caso ocorrido no Rio de Janeiro.

Segundo a apuração do portal o Globo, a mulher conseguiu conter a fúria da espécie devido a ajuda de sua irmã e de um vizinho que escutou alguns gritos no quintal de sua casa.

A menina foi encaminhada para o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, onde teve que passar por uma cirurgia após ser mordida na orelha e rosto, recebendo alta na quinta-feira, 7.

Foram dias difíceis. Pensei em perder minha filha e minha bebê. Mas não pensei duas vezes. Dei um mata-leão em um dos cachorros, que não soltava a cabeça da Duda de jeito nenhum. Foi os piores minutos da minha vida, parecia uma eternidade", disse Paula em declaração ao portal.

Médicos do Hospital Alberto Torres alertam que mordidas de cachorros na região da face, pescoço e crânio, apesar de menos comuns, são muito graves e podem deixar sequelas nas vítimas.

Embora os ataques aconteçam com mais frequência nos braços e nas pernas, quando a mordedura acontece na região da cabeça há o risco de morte e apesar de na maioria dos casos a gente conseguir salvar esses pacientes, as cicatrizes provavelmente precisarão ser tratadas para o resto da vida", disse Tarcísio Encina, cirurgião plástico do Hospital Alberto Torres.

Aumento dos casos 

Durante o mês de junho, onze crianças deram entrada no Centro de Trauma da unidade de saúde com ferimentos relacionados a ataques de cães.

A equipe técnica da instituição fez um alerta, especificando que os casos envolvendo crianças e adolescentes com até 15 anos são recorrentes. Segundo eles, é importante que os pais e responsáveis atuem na prevenção desses acidentes.

A estatística mundial mostra que a maior parte dos casos graves de mordidas de cachorros envolvem crianças. E muitos acidentes acontecem em casa. Então é importante que os pais sempre orientem os filhos sobre não se aproximarem de cachorros com excesso de energia, ou com comportamentos que possam desencadear uma reação", concluiu ao jornal, Thiago Genn, que também faz parte da equipe plástica da clínica.