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Pentágono reconhece erro e afirma ter matado dez membros de uma única família no Afeganistão

O grupo de civis se encontrava em um veículo quando foi alvo do ataque de um drone norte-americano

Redação Publicado em 18/09/2021, às 09h00

Fotografia do general norte-americano Kenneth McKenzie
Fotografia do general norte-americano Kenneth McKenzie - Getty Images

Na última sexta-feira, 17, o Pentágono reconheceu que cometeu um erro ao realizar um ataque com drones contra um grupo de civis afegãos no dia 29 de agosto, em Cabul. De acordo com a NBC News, os norte-americanos confundiram recipientes cheios d'água com explosivos e acabaram atacando uma família que estava dentro de um carro.

"Agora avaliamos que é improvável que o veículo e aqueles que morreram estivessem associados ao ISIS-K", declarou o general Kenneth McKenzie, chefe do Comando Central dos Estados Unidos. "Isso foi um erro", disse ele, reconhecendo ser "totalmente responsável pela ação e pelo trágico resultado".

O Comando Central chegou a abrir uma investigação formal antes de confirmar o erro. O órgão logo concluiu que todos os 10 mortos eram membros de uma mesma família. Nesse sentido, ainda de acordo com a NBC News, sete crianças estão entre as vítimas, sendo que algumas delas tinham apenas 2 e 3 anos.

Eram 10 civis”, disse Emal Ahmadi, um membro da família, à emissora, no início de setembro. Ele revelou que sua filha, Malika, estava entre os mortos. "Minha filha... ela tinha 2 anos".

Emal explicou que o carro atingido pelo drone norte-americano estava sendo dirigido por seu primo, Zemari Ahmadi, que atuava como engenheiro técnico de uma empresa de ajuda humanitária dos Estados Unidos no território afegão.

O que aconteceu, segundo o The New York Times, foi que as ações de Ahmadi foram mal interpretadas pela vigilância militar dos EUA. Com isso, ainda segundo a fonte, as autoridades do país viram no grupo uma ameaça, pensando que os recipientes preenchidos apenas com água eram, na verdade, explosivos.