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Pesquisa analisa pegadas de dinossauro de 200 milhões de anos

Paleontólogos estão investigando a descoberta feita por um amador em uma praia do País de Gales, em meados de 2020

Isabela Barreiros Publicado em 03/01/2022, às 16h00

Pegada de dinossauro descoberta na praia de Penarth, no País de Gales
Pegada de dinossauro descoberta na praia de Penarth, no País de Gales - Divulgação/Peter Falkingham/Museu de História Natural de Londres

Paleontólogos do Museu de História Natural de Londres estão investigando pegadas encontradas por uma pessoa que andava pela praia de Penarth, no País de Gales, em 2020, e acreditam que elas foram deixadas por um dinossauro há 200 milhões de anos.

No começo, eles não acreditavam no potencial da descoberta, mas após um período de análise, chegaram à hipótese de que se trata de marcas de um saurópode ou algum parente próximo da espécie que habitou a região durante o período Triássico.

Nós sabemos que os saurópodes mais antigos estavam vivendo na Inglaterra na época, já que ossos do Camelotia, um saurópode primário, foram encontrados em rochas de Somerset datadas do mesmo período”, explicou a paleontóloga Susannah Maidment.

“Nós não sabemos se a espécie é a responsável pela pegada, mas há outras pistas que sugerem algo do gênero”, acrescentou a pesquisadora, que faz parte da pesquisa e escreveu um comunicado para divulgar os resultados.

Local que as pegadas foram descobertas / Crédito: Divulgação/Peter Falkingham/Museu de História Natural de Londres

 

Ela conta que a equipe recebeu “muitos questionamentos por parte do público a respeito de coisas que podem ser pegadas, mas muitas são marcas geológicas que podem confundir”.

Mas que, “pelas fotos, nós pensamos que havia uma possibilidade grande de que algo como aquilo pudesse ser uma pegada e de que valeria dar uma olhada”. Com o estudo, eles descobriram que o local havia sido investigado anteriormente pela paleontóloga Cindy Howells, do Museu Nacional do País de Gales.

As pegadas poderão revelar novidades sobre os dinossauros, como a forma de andar da espécie e até o fato de eles andarem em rebanho. Segundo o professor Paul Barrett, que participou do estudo, será possível saber mais sobre o comportamento do animal.

Estes tipos de trilhas não são particularmente comuns em todo o mundo, portanto acreditamos que este é um acréscimo interessante ao nosso conhecimento sobre a vida triássica no Reino Unido”, afirmou em nota.

“O registro de dinossauros triássicos neste país é bastante pequeno, portanto, qualquer coisa que possamos encontrar a partir do período acrescenta ao nosso quadro o que estava acontecendo naquela época”, completou o estudioso.