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Pesquisa conclui que consumo excessivo de pipoca de micro-ondas pode gerar Alzheimer

Um composto presente nos ingredientes deste alimento vem preocupando os especialistas; entenda

Penélope Coelho Publicado em 07/04/2022, às 13h17

Imagem meramente ilustrativa de pipoca
Imagem meramente ilustrativa de pipoca - Divulgação/Pixabay/Pexels

Um estudo recente realizado pelo Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP), revelou novas informações a respeito do consumo em excesso de pipoca de micro-ondas.

A pesquisa aponta para os perigos de tais alimentos que apresentem o composto diacetil nos ingredientes. A substância, que serve para dar aroma e gosto de manteiga, pode levar ao Alzheimer, uma doença progressiva que destrói a memória e outras funcionalidades mentais.

De acordo com informações publicadas na última quarta-feira, 6, pelo portal de notícias g1, os pesquisadores avaliaram cérebros de ratos de laboratório, que foram submetidos ao comporto por 90 dias seguidos.

Com os resultados, os especialistas concluíram que o consumo regular e excessivo de diacetil ocasionou na presença de moléculas associadas ao Alzheimer, gerando danos cerebrais.

“Nós observamos que realmente existe a tendência do diacetil causar danos ao cérebro [...] Nós identificamos o aumento da concentração de proteínas beta-amiloides, que normalmente são encontradas em pacientes com Alzheimer. Além disso, outras alterações verificadas no cérebro dos ratos podem estar relacionadas ao surgimento de demência e câncer”, afirmou o autor da pesquisa, Lucas Ximenes, doutorando do IQSC.

Segundo revelado na reportagem, a intenção dos especialistas envolvidos com a pesquisa inédita é alertar a população, para que se preocupe “cada vez mais com a qualidade da nossa alimentação”.

Confira a pesquisa completa neste link.