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Pesquisa faz revelação curiosa sobre restos de monarca assassinado em 1086

Disponível para visitas desde o século 19, pesquisadores descobriram que o santuário do rei Canuto passou por um episódio insólito

Ingredi Brunato Publicado em 01/10/2020, às 13h49

Fotografia do esqueleto do rei.
Fotografia do esqueleto do rei. - Divulgação/ Museu Nacional da Dinamarca

Antigos tecidos considerados, até então, pertencentes ao rei dinamarquês São Canuto, o Santo, foram analisados recentemente por pesquisadores, segundo foi divulgado pelo Phys Org nessa quinta-feira, 1. A conclusão dos testes, porém, foi de que as roupas que estavam com o monarca não eram realmente dele. 

A história oficial dos artefatos seria de que eles foram escondidos após a reforma protestante em 1536 d.C. Já do século 19 pra cá, os tecidos estiveram em exposição na Catedral de Odense, Dinamarca, sendo inclusive considerados patrimônio nacional. 

Fotografia de uma manta do santuário, essa trazendo pavões bordados. Crédito: Divulgação/Museu Nacional da Dinamarca

 

Os restos de São Canuto não são os únicos em exposição: na catedral existe um santuário para ele, e um para seu irmão, Benedikt. O que as análises químicas dos tecidos revelou foi que os tecidos envolvendo o rei eram, na verdade, de seu irmão. Já o destino das preciosas sedas com o qual ele próprio foi sepultado é desconhecido. 

"É tentador sugerir que os preciosos tecidos do rei foram roubados em algum momento após 1582 d.C”, comentou Kaare Lund Rasmussen, professor especialista de arqueometria (que estuda a análise de materiais arqueológicos) da Universidade do Sul da Dinamarca. Ele acrescentou ainda: “Os restos são requintados e bonitos, mas os tecidos do Rei Canuto devem ter sido ainda melhores”.

Fotografia de outra manta presente no santuário. Crédito: Divulgação/Museu Nacional da Dinamarca