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Pesquisa revela práticas funerárias de romanos na região da Gália

Pesquisas aprofundadas em necrópole revelam detalhes surpreendentes e substanciais sobre como eram os rituais de cremação na região

Caio Tortamano Publicado em 30/06/2020, às 15h30

Escavações em necrópole da Gália
Escavações em necrópole da Gália - Divulgação - Denis Gliksman, Inrap

O Instituto Nacional de Pesquisas Arqueológicas da França, o Inrap, está realizando uma série de escavações em uma necrópole na antiga região da Gália, do Império Romano. Hoje, esse território compreende justamente a França, bem como a Bélgica, Luxemburgo e uma boa parte da Suíça.

No local, cerca de 500 sepulturas foram encontradas, muitas das quais receberam rituais de cremação, prática muito comum para o período romano. Por mais que tenha sido utilizada em exaustão naquele tempo, a cremação exigiu um método diferente de estudos, que tiveram que ser elaborados em conjunto com cientistas e pesquisadores de cinzas mortuárias.

Para isso, as escavações e estudos tiveram que se adaptar às especificidades do terreno e das cinzas. As sepulturas contavam com estruturas para a combustão dos corpos, assim como os depósitos para onde iam os restos mortais dos romanos cremados.

Por meio dessas detalhadas pesquisas, todo o processo de cremação dos corpos da necrópole está sendo desvendado pelos arqueólogos e historiadores franceses, que juntamente com análises genéticos espera-se também dar mais detalhes acerca do estilo de vida dos romanos daquela região específica.