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Pesquisadora descobre recife de corais intocado na costa do Taiti

O recife impressionou os especialistas pelo seu perfeito estado de conservação na ilha Taiti, no Pacífico Sul

Isabela Barreiros Publicado em 24/01/2022, às 11h52

O recife de corais descoberto na ilha Taiti
O recife de corais descoberto na ilha Taiti - Divulgação/UNESCO/Alexis Rosenfeld/1 Ocean

A pesquisadora Laetitia Hédouin, do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica em Moorea, na Polinésia Francesa, se surpreendeu ao fazer um mergulho, que esperava ser recreativo, na costa da ilha Taiti, no Pacífico Sul, há alguns meses.

Ela não pensava que iria se deparar com um recife de corais especialmente raro e intocado, que ainda não havia sido estudado pela ciência e apresentava um enorme potencial de informações novas sobre a vida marinha local.

A importante descoberta foi examinada durante uma expedição organizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no final de 2021. Foi possível identificar que o recife tinha impressionantes três km de extensão.

Mergulhadores em expedição ao coral / Crédito: Divulgação/UNESCO/Alexis Rosenfeld/1 Ocean

"A Polinésia Francesa sofreu um evento de branqueamento significativo em 2019, no entanto, este recife não parece ter sido significativamente afetado", explicou Hédouin em nota.

"A descoberta deste recife em tão bom estado é uma boa notícia e pode inspirar a conservação futura. Achamos que os recifes mais profundos podem estar mais bem protegidos do aquecimento global”, acrescentou.

Ela destacou que o recife de corais em questão não aparenta ter sido afetado pelo chamado branqueamento, causado pelo aquecimento das águas da região em 2019, o que aconteceu com outros corais na época.

Isso pode ter acontecido em decorrência da profundidade na qual ele se encontra: o recife está a uma profundidade de entre 35 e 70 metros, que pode ser considerada relativamente grande quando comparada às águas rasas de outros corais, como ressaltou a revista Galileu.

A expectativa de Hédouin é que pesquisas realizadas no local, que já conta com outros mergulhos planejados, possam ajudar a entender os motivos pelos quais ele não foi tão afetado por mudanças climáticas e interferências humanas.