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Notícias / Mundo Animal

Pesquisadores acreditam que filhotes de foca possuem mesma habilidade que humanos

O estudo diz que elas podem ser capazes de mudar o tom de voz e imitar ruídos

Paola Orlovas, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 03/11/2021, às 11h58

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Filhote de foca - Getty Images
Filhote de foca - Getty Images

Em um estudo divulgado na última segunda-feira, 1, pesquisadores dizem que filhotes de foca possuem habilidades vocais similares às dos seres humanos, sendo capazes de alterar os tons de voz por meio de um recurso chamado plasticidade vocal. 

A plasticidade ajudaria as focas a ajustarem seus sinais vocais em diferentes ambientes, deixando suas vozes mais altas ou baixas, segundo o estudo, que foi publicado na segunda revista científica mais antiga do mundo, a Philosophical Transactions of The Royal Society. 

Para conduzir a pesquisa, foram gravados ruídos e sons dos animais na região do mar de Wadden, em território dinamarquês, alemão e holandês. Além disso, oito focas saudáveis e sem parentesco foram testadas pelos pesquisadores, todas entre uma e três semanas de idade. 

Os mamíferos ouviam diversos barulhos em diferentes frequências por meio de uma gravação de 45 minutos, durante vários dias. Filhotes passaram a emitir sons, imitando também o volume de barulhos mais altos e baixos, ajustando o tom da voz. Há um nome para esse comportamento, chamado de Efeito de Lombard, típico em seres humanos.

Para os autores, a comunicação clara interfere em diversas esferas da vida dessas focas, como na fuga de predadores, no acasalamento e até mesmo no aprendizado social, marcado pela aprendizagem vocal.

A capacidade de imitar novos sons, observada também em focas adultas e outros animais, é rara em mamíferos, e também parte crítica da comunicação humana. 

É pensado pelos pesquisadores que os outros pinípedes, que fazem parte da ordem Pinnipedia assim como as focas, são bons modelos da aprendizagem, por estarem mais próximos do que outras espécies dos humanos dentro de escalas evolutivas.

Andrea Ravignani, um dos cientistas liderando o estudo e especialista em bioacústica, destacou a importância do entendimento da fala das focas em um depoimento a CNN:

“Olhando para um dos poucos outros capazes de aprenderem sons, podemos entender melhor como nós, humanos, adquirimos a fala e, em última análise, por que somos animais tão tagarelas”, disse.