Notícias » França

Pesquisadores acreditam ter encontrado os restos de Michel de Montaigne, grande filósofo do Renascimento

Após uma descoberta curiosa, testes estão realizando testes para confirmar a identidade de Montaigne

Fabio Previdelli Publicado em 25/11/2019, às 12h12

Retrato de Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592)
Retrato de Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592) - Getty Images

Durante séculos, o local de descanso final de Michel de Montaigne, o filósofo francês do Renascimento, creditado como pioneiro do ensaio pessoal como forma literária, é um mistério. Entretanto, essa busca pode, enfim, ter terminado.

O Musée d'Aquitaine, em Bordeaux, na França, afirma que os restos mortais que estão em um tumba que foi aberta na última quarta-feira, 20, possam pertencer ao famoso pensador do século 16.

"Provavelmente estamos na presença de Michel de Montaigne", disse o diretor do museu, Laurent Vedrine, ao abrir a tumba. “As indicações históricas e arqueológicas nos fazem acreditar que estamos no caminho certo. Acho que sim, mas não temos certeza. Precisamos verificar”.

Em 2018, as autoridades locais anunciaram que restos humanos foram encontrados no porão do museu. A descoberta levou a uma busca de um ano para desenterrar adequadamente o túmulo e resolver de uma vez por todas o mistério de se Montaigne estava enterrado lá ou não.

Os ensaios de Michel de Montaigne (1533-1592), filósofo do Renascimento francês. Datado do século 16 / Crédito: Getty Images

 

Os primeiros sinais foram positivos. Dentro da tumba havia um caixão de madeira com a palavra "Montaigne" gravada. Além do mais, um recipiente de chumbo que, segundo os arqueólogos, inclui crânio, fêmur e osso pélvico que podem ter pertencido ao filósofo também foi encontrado.

A partir daqui, os pesquisadores vão estudar a pedra da tumba, a madeira do caixão e os ossos que foram encontrados em separado para descobrir se as pistas de fato comprovam que os restos são de Montaigne. Os testes serão capazes de determinar a idade e o sexo da pessoa e verificar se existem sinais de cálculos renais, problema do qual o filósofo sofria.