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Pesquisadores descobrem escorpião-do-mar que respirava ar mesmo no período Carbonífero

A nova espécie viveu há aproximadamente 350 milhões de anos e desenvolveu a capacidade de inspiração sendo um animal marinho

Wallacy Ferrari Publicado em 12/09/2020, às 07h38

Ilustração retrata escorpião-do-mar em desenho
Ilustração retrata escorpião-do-mar em desenho - Lamsdell et al, doi: 10.1016/j.cub.2020.08.034

Uma equipe de pesquisadores localizou uma amostra fossilizada de um artrópode cuja estrutura respiratória impressiona; o escorpião-do-mar, cientificamente nomeado como Adelophthalmus pyrrhae, foi encontrada há 25 anos na formação Lydiennes na região de Montagne Noire, na França — desde então, passou por diversos processos de escaneamentos tridimensionais.

Com uma nova análise, realizada por paleontólogos do Departamento de Geologia e Geografia da West Virginia University, foi possível concluir que a rara espécie podia respirar acima da água. Utilizando a técnica de imagem de micro tomografia computadorizada, os pesquisadores visualizaram o estado dos órgãos do animal.

Escaneamento dos órgãos internos do escorpião-do-mar / Crédito: Lamsdell et al, doi: 10.1016/j.cub.2020.08.034

 

Nas guelras, o escorpião possuía placas que continha menos pratos na parte de trás do que a frente, levantando a dúvida sobre como era sua respiração. A conclusão surgiu nas trabéculas, que mantiveram as guelras separadas para que não haja colapsos fora d’água. A característica é vista em dos descendentes modernos; os escorpiões de terra e aracnídeos.

Um dos co-autores do estudo, publicado na revista Current Biology, dr. James Lamsdell acrescentou características do animal descobertas: “A razão pela qual pensamos que eles estavam vindo para a terra era para se moverem entre poças de água. Eles também podem botar ovos em ambientes mais protegidos e seguros e migrar de volta para o mar aberto”.