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Pesquisadores descobrem ossos de indígena de primeiro povo que Colombo encontrou nas Américas

Para cientista, “este esqueleto é um pedaço da história da América do Norte”

Isabela Barreiros Publicado em 15/09/2020, às 14h52

Fragmentos da tíbia encontrada na Ilha Grande Abaco, nas Bahamas
Fragmentos da tíbia encontrada na Ilha Grande Abaco, nas Bahamas - Divulgação/Texas A&M em Galveston

Na Ilha Grande Abaco, nas Bahamas, pesquisadores foram responsáveis por encontrar impressionantes e antigos ossos. De primeira, pensavam que se tratavam de pedras, no entanto, com um pouco mais de análise, perceberam que eram, de fato, restos mortais de um período muito distante.

Pete van Hengstum, professor do Departamento de Ciências Ambientais Marinhas e Costeiras, e Richard Sullivan, doutorando no Departamento de Oceanografia, descobriram, na verdade, partes do esqueleto de um indivíduo que fazia parte do povo indígena Lucayan. Eles foram os primeiros a entrarem em contato com Cristóvão Colombo, quando este chegou na América do Norte.

Assim que perceberam a importância da descoberta, os cientistas enviaram os ossos para um exame mais detalhado de datação. os fragmentos da tíbia do indivíduo foram analisados e datados dos anos entre 1290 e 1295 d.C. Isso é 100 a 200 anos depois do que os pesquisadores pensavam, colocando o indígena no Período Lucayano.

“Problemas de datações precisas infelizmente não são novos e abrangem disciplinas”, explicou van Hengstum. “Sabemos que Colombo não foi a primeira pessoa nas Américas ou nas Bahamas. Este esqueleto é um pedaço da história da América do Norte”.

Acredita-se que esse esqueleto ajudará os pesquisadores a entenderem a migração do povo Lucayan. Eles podem ter ido para a ilha ao longo do século 13. Além disso, as análises também identificaram uma dieta de peixes, frutas vermelhas e raízes ao indivíduo.