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Pesquisadores descobrem pliossauro de 150 milhões de anos no deserto do Chile

Considerado o réptil aquático mais mortífero do Período Jurássico, seu fóssil foi localizado em pleno deserto do Atacama, no oeste de Calama

Wallacy Ferrari Publicado em 27/08/2020, às 11h07

Pesquisadores da Universidade do Chile e do Museu de História Natural e Cultural do Deserto de Atacama no sítio
Pesquisadores da Universidade do Chile e do Museu de História Natural e Cultural do Deserto de Atacama no sítio - Rodrigo Otero

Uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Chile em parceria com o Museu de História Natural de Atacama localizou um impressionante fóssil de pliossauro do árido deserto do Atacama, no Chile. O animal é o primeiro localizado na região e acredita-se que o mesmo viveu em há cerca de 150 milhões de anos.

A pesquisa, publicada no Journal of Vertebrate Paleontology, revela que o animal possuía uma mordida quatro vezes mais intensa que a de um tiranossauro, chegando a ser dez vezes mais forte do que a de qualquer outro predador moderno. Seu corpo tinha aproximadamente 15 metros de comprimento, com longas patas semelhantes a nadadeiras.

Pliossauros de Calama / Crédito: Rodrigo Otero

 

Com as quatro patas adaptadas, o animal conseguia uma propulsão impressionante no momento da caça, pois conseguia alcançar rapidamente a presa debaixo d’água e em extremidades. Conseguia nadar a 300 metros de profundidade. Seus restos, no entanto, foram localizados no meio do solo arenoso, tendo um pedaço de mandíbula e parte de um esqueleto completo ainda em processo de retirada.

O principal autor do estudo, Rodrigo Otero, paleontólogo da Universidade do Chile, acrescentou que o animal pesava cerca de 45 toneladas e tinha dentes com aproximadamente 30 centímetros: "Eram animais marinhos, com extremidades adaptadas como nadadeiras, tinham corpos hidrodinâmicos, pescoços robustos e curtos, e crânios grandes com dentes de diversos centímetros".