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Pesquisadores descobrem última refeição de dinossauro que viveu há 110 milhões de anos

O fóssil de Nodossauro foi encontrado em perfeito estado, no Canadá

Penélope Coelho Publicado em 03/06/2020, às 10h18

Ilustração de um Nodossauro
Ilustração de um Nodossauro - Divulgação

Um fóssil gigante de uma espécie de dinossauro herbívoro, conhecido como Nodossauro, foi encontrado em 2011, em Alberta, no Canadá. Desde então, paleontólogos se uniram para desvendar os mistérios desse animal — que fora encontrado em excelente estado de conservação.

Após muitos anos de pesquisa, os cientistas conseguiram finalmente descobrir os restos que estavam no estômago do animal, uma descoberta rara quando se trata de dinossauros. Ocasionalmente, sementes e galhos foram revelados no interior dessas criaturas extintas, mas, nenhuma havia até então, evidência conclusiva sobre as plantas.

Com base nos estudos, os paleontólogos conseguiram chegar à conclusão de que o dinossauro pesava mais de uma tonelada, se alimentava a base de plantas, mas dava preferência às samambaias. E essa, possivelmente, foi a última refeição da criatura. “O pedaço encontrado no estômago é do tamanho de uma bola de futebol”, afirmou David Greenwood, co-autor do estudo.

Fotografia do fóssil do nodossauro / Crédito: Divulgação 

 

Essa espécie gigante de Nodossauro viveu há 110 milhões de anos, mas, qual o motivo de seu fóssil ter permanecido quase intacto? Para os cientistas, a resposta está na maneira como o dinossauro morreu.

Segundo os estudiosos, o corpo do animal foi preservado de maneira mumificada, já que o Nodossauro veio à óbito num rio, após ser levado pela correnteza, sendo assim, quando o animal afundou, a lama formou uma crosta em seu corpo, que acabou preservando os restos do bicho.

"Este novo estudo muda o que sabemos sobre a dieta de grandes dinossauros herbívoros [...] Nossas descobertas também são notáveis ​​pelo que elas podem nos dizer sobre a interação do animal com seu ambiente, detalhes que geralmente não obtemos apenas do esqueleto de dinossauro", afirmou Caleb Marshall Brown, autor da pesquisa.