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Notícias / Bíblico

Pesquisadores encontram evidências sobre a existência do rei Josias, presente do Antigo Testamento

Um selo comprovando sua existência foi descoberto em meio as ruínas de um antigo prédio destruído pelos babilônios em 586 a.C

Thiago Lincolins Publicado em 02/04/2019, às 11h39

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Selo de argila de 2.600 anos - Reprodução Eliyahu Yanai, da Cidade de Davi
Selo de argila de 2.600 anos - Reprodução Eliyahu Yanai, da Cidade de Davi

Um selo de argila de 2.600 anos pode confirmar a existência de um membro da corte do rei Josias, mencionado no Antigo Testamento. É o que indica as expedições arqueológicas realizadas pela Autoridade de Antiguidades de Israel em parceria com a Universidade de Tel Aviv na cidade de Davi, localizada em Jerusalém.

Isso porque o selo, conhecido como bulla, menciona Natã-Meleque, que é citado no segundo Livro dos Reis da Bíblia como um oficial de alta patente do rei Josias. A descoberta foi realizada durante escavações num prédio de dois andares que teria sido incendiado pelos babilônios em 586 a.C..

O selo que menciona o membro da corte do rei Josias / Reprodução Eliyahu Yanai, da Cidade de Davi 

"A maioria dos selos não é encontrada durante escavações arqueológicas, mas sim no mercado de antiguidades”, explica Yuval Gadot, professor da Universidade de Tel Aviv que participou das escavações em comunicado. “A descoberta desses dois artefatos num contexto arqueológico, que pode ser datado, é muito emocionante", comemorou.

Os arqueólogos também encontraram um segundo selo que cita “LeIkar Ben Matanyahuo” (“Pertence a Ikar, filho de Matanyahu”, em tradução livre). Os historiadores acreditam que o nome, não encontrado na Bíblia, faz referência a um fazendeiro. No entanto, o contexto indica que Farmer (“Fazendeiro”) era o nome do personagem e não a sua profissão. Ainda não é possível afirmar quem era a pessoa descrita.

Além disso, a equipe envolvida nas escavações também encontrou cacos de cerâmica, pilares quebrados e pedaços de madeiras queimados espalhados pelo edifício. Os arqueólogos acreditam que os destroços sobreviveram a um grande incêndio - provocado pelos antigos babilônios.