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Pesquisadores encontram informações sobre vida carnívora em acampamentos paleolíticos na Catalunha

Com a ajuda da tafonomia, foi possível observar resquícios da vida humana em conjunto com criaturas predadoras

Wallacy Ferrari Publicado em 22/04/2020, às 08h02

Ilustração de neandertais fazendo ferramentas
Ilustração de neandertais fazendo ferramentas - Getty Images

Em um artigo publicado na Scientific Reports por pesquisadores do Centro Nacional de Investigação sobre a Evolução Humana (CENIEH), foi possível analisar, por via de métodos de tafonomia, alterações anatômicas produzidas por carnívoros selvagens em locais anteriormente habitados por hominídeos paleolíticos.

Analisando resquícios da decomposição de seus restos mortais, foi possível fazer uma relação sobre os locais habitados pelos hominídeos e predadores ao mesmo tempo, de maneira que pudessem mapear a atuação de carnívoros. O estudo auxilia na avaliação de alterações em cavernas, abrigos de pedras e sítios arqueológicos.

Principal autora da pesquisa, a pesquisadora Ruth Blasco explica que o estudo, realizado desde 2010, ocasiona em episódios que levantam ainda mais hipóteses arqueológicas: “Estudos experimentais, como o que conduzimos, fornecem chaves para determinar a atividade de carnívoros em acampamentos humanos, tanto no nível de modificação óssea quanto no viés anatômico, e em relação à ruptura espacial, ou seja, à dispersão de restos mortais”.

Por se tratar de um estudo experimental, foi necessária a analise em campos onde há vestígios de Pirineus e pré-Pirineus, como no Parque Natural do Altar do Pirineu, na Catalunha. Por isso, contou com a supervisão e colaboração de equipes de patrulhamento do parque e do Departamento de Agricultura, Ramaderia, Pesca e Alimentação da Generalitat da Catalunha.