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Pesquisadores testam refletores deixados na Lua durante missões espaciais

O material já forneceu informações importantes aos cientistas — mas agora podem estar velhos demais para serem usados

Ingredi Brunato Publicado em 11/08/2020, às 15h00

Foto da instalação de laser no Observatório Geofísico e Astronômico Goddard.
Foto da instalação de laser no Observatório Geofísico e Astronômico Goddard. - Divulgação/ NASA

Durante as visitas do homem à Lua entre 1969 e 1971, foram deixados por lá cinco painéis refletores, com o objetivo de se realizarem experimentos com eles. Após décadas emitindo feixes de luz na direção do satélite natural da Terra e medindo quanto tempo leva para essa mesma luz voltar, os cientistas acumularam dados significativos pra diversos estudos.  

Uma das descoberta é que a Lua e a Terra estão se afastando mais ou menos na mesma proporção que nossas unhas crescem: cerca de 3,8 centímetros ao ano. Um problema, no entanto, é que os refletores estão ficando mais fracos com o passar do tempo. As informações foram publicadas na revista Earth, Planets and Space. 

Parte da motivação por trás dos testes realizados mais recentemente é justamente verificar o quão úteis ainda são esses refletores antigos. Cientistas especulam que pode ter ocorrido um acúmulo de poeira lunar sobre a superfície deles, assim reduzindo o sinal que são capazes de enviar. 

Cada um desses refletores é composto por 100 espelhos de um tipo especial, que simula o canto de um cubo. O formato incomum possui a vantagem de ser capaz de refletir de volta feixes de luz, não importando de que direção esses teriam vindo. Caso os painéis de fato tenham perdido seu valor para experimentos científicos, apenas uma outra missão à Lua poderia realizar sua substituição.