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Pessoas que formam o 1% mais rico do mundo emitem o dobro de CO2 que metade mais pobre

De acordo com relatório, aqueles que são mais afetados com as mudanças no clima são os que menos contribuem para que elas aconteçam

Penélope Coelho Publicado em 21/09/2020, às 14h46

Imagem ilustrativa de um homem segurando uma placa com o escrito CO2
Imagem ilustrativa de um homem segurando uma placa com o escrito CO2 - Pixabay

De acordo com informações da agência de notícias AFP, divulgadas pelo portal G1, nesta segunda-feira, 21, um relatório realizado pela ONG Oxfam revelou dados alarmantes sobre a emissão de gases do efeito estufa no mundo.

Conhecida por ser uma instituição que preza por justiça social e climática, a ONG examinou o período entre 1990 e 2015. De acordo com a análise, nesses 25 anos, as emissões globais de CO2 aumentaram quase 60%.

Segundo o relatório, o 1% mais rico da população — cerca de 63 milhões de pessoas — foi responsável por 15% das emissões acumuladas nesse período, o que configura ao dobro se comparado com a metade mais pobre da população mundial — correspondente a 3,1 bilhões de pessoas —.

Ainda segundo a Oxfam, os mais prejudicados com essas alterações são os menos responsáveis pela crise no clima: “os mais pobres e as gerações futuras”, revelou a ONG. "Está claro que o modelo de crescimento econômico muito desigual e emissor de carbono dos últimos 20 a 30 anos não beneficiou a metade mais pobre da humanidade", informou Tim Gore, especialista da instituição, em entrevista à AFP.