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Pfizer anuncia que não deixará de vender remédios à Rússia

Uma série de empresas cortou seus vínculos com o território russo, porém a gigante farmacêutica não é uma delas

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 15/03/2022, às 10h04

Fotografia meramente ilustrativa de medicamentos
Fotografia meramente ilustrativa de medicamentos - Divulgação/ Pixabay/ Pexels

Em meio às crescentes sanções econômicas impostas à Rússia por conta da guerra que o país iniciou com a Ucrânia, a Pfizer, gigante farmacêutica que foi responsável por desenvolver uma das mais disseminadas vacinas contra o coronavírus, divulgou um comunicado em que explicitou seu posicionamento em relação à situação. 

Na mensagem, que foi publicada pelo site oficial da empresa na última segunda-feira, 14, a Pfizer confirma que é contrária ao conflito, porém que não irá parar de enviar seus produtos ao território russo. 

"Acabar com a entrega de medicamentos, incluindo os de câncer ou terapias cardiovasculares, causaria sofrimento significativo aos pacientes e potencial perda de vida, principalmente entre crianças e idosos", explica o comunicado. 

Ao mesmo tempo, a empresa informou que tomará atitudes para ajudar a Ucrânia financeiramente, de forma que simultaneamente dará seu apoio à nação ucraniana e não prejudicará os membros da população russa que dependem de seus remédios. 

"Estamos anunciando que, com efeito imediato, a Pfizer doará todos os lucros de nossa subsidiária russa para causas que forneçam apoio humanitário direto ao povo da Ucrânia", afirmou o texto.