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Pigmento egípcio de 4 mil anos pode revolucionar a biotecnologia moderna, afirmam cientistas

Usado antigamente para decoração de artefatos, o Azul Egípcio pode ser aplicado em diversas tecnologias, como energia solar e leitura infravermelha

Pamela Malva Publicado em 23/03/2020, às 14h00

Estatuetas egípcias expostas no Louvre em 2006
Estatuetas egípcias expostas no Louvre em 2006 - Creative Commons

Cientistas buscam desenvolver, todos os dias, novas tecnologias para facilitar o suas pesquisas. Durante uma dessas buscas, a equipe alemã do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley encontrou respostas em um pigmento usado no Egito Antigo.

Criado pelos egípcios há mais de 4 mil anos, o Azul Egípcio era uma espécie de pigmento utilizado na coloração de bustos, coroas, tumbas e sarcófagos. Com um alto teor de cobre e cálcio, a tinta teria diversas aplicações modernas.

Segundo os especialistas do laboratório na Califórnia, o Azul Egípcio poderia reduzir o consumo de energia nos edifícios e aumentar a produção de energia solar. Ainda mais, o pigmento facilitaria a leitura de raios infravermelho — em exames, por exemplo.

Para isso, de acordo com Sebastian Kruss, do Instituto de Química Física da Universidade de Göttingen, um novo nanomaterial pode ser criado, a partir do pigmento antigo. A afirmação foi publicada na revista Nature Communications.

Segundo o especialista, o Azul Egípcio tem partículas 100 mil vezes mais finas que as de um fio de cabelo humano. Dessa forma, o pigmento facilita a leitura de raios infravermelhos, o que o torna “ideal para imagens ópticas”.