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Pinturas rupestres paleolíticas de 15 mil anos são identificadas

A região, localizada entre Sibéria e Mongólia, pode ser considerada uma impressionante “galeria de arte”

Isabela Barreiros Publicado em 29/04/2020, às 08h00

Um dos petróglifos encontrados
Um dos petróglifos encontrados - Dmitry Cheremisin

Durante expedições realizadas por arqueólogos entre 1990 e o começo dos anos 2000, foram encontradas diversas artes rupestres na região que demarca a fronteira entre a Sibéria e a Mongólia. No entanto, os pesquisadores tinham mais perguntas do que respostas — que puderam ser solucionadas apenas recentemente.

Em uma nova pesquisa, especialistas da Academia Russa de Ciências e do Museu Nacional de Pré-História da França conseguiram descobrir novas pinturas na mesma localidade, a apenas 20 km de distância dos achados mais antigos. Com isso, puderam analisar a “galeria de arte” com mais profundidade.

Alguns dos desenhos encontrados / Crédito: Dmitry Cheremisin

 

Nas novas representações encontradas, estavam ilustrados mamutes. Como os animais foram extintos há cerca de 15 mil anos atrás na região, os arqueólogos puderam atribuir os desenhos a artistas paleolíticos, finalmente datando com maior precisão a idade dessas obras. O estilo utilizado também é muito parecido.

“Atribuímos os petróglifos ao período final do Paleolítico Superior, porque os exemplos com características típicas desse estilo retratam a fauna do Pleistoceno (mamutes, rinocerontes). Essas características estilísticas encontram seus paralelos entre os exemplos típicos da arte rupestre do Paleolítico Superior da Europa”, escrevem os pesquisadores em um artigo publicado na revista científica Archaeology, Ethnology & Anthropology of Eurasia.