Notícias » União Soviética

Placas para vítimas do Grande Expurgo soviético são censuradas

Segundo as autoridades de São Petersburgo, elas são inapropriadas e devem ser removidas

Letícia Yazbek Publicado em 07/12/2018, às 14h13 - Atualizado às 15h20

Placas marcam os prédios onde viveram as vítimas de Stalin
Getty Images

De acordo com as autoridades de São Petersburgo, placas que homenageiam as vítimas dos expurgos soviéticos são ilegais e devem ser removidas. A decisão foi anunciada pelo Comitê para o Desenvolvimento e Arquitetura da cidade na última quinta-feira, 6 de dezembro, por meio de uma carta oficial.

As placas de aço, que têm o tamanho de um cartão postal, foram colocadas nos prédios onde viveram as milhões de pessoas que foram assassinadas nos gulags soviéticos e pela polícia secreta de Stalin.

Cerca de 800 placas foram colocadas em dezenas de cidades em diferentes países, incluindo Rússia, Geórgia, Ucrânia, Moldávia e República Tcheca, como parte do projeto Last Address (“Último Endereço”), criado em 2014 pelo jornalista e ativista dos direitos humanos Sergei Parkhomenko.

A carta é dirigida ao assessor do legislador Vitaly Milonov, Aleksandr Mokhnatkin, que havia questionado a legalidade das placas, chamando-as de “anúncios ilegais”.

Como resposta, o Comitê escreveu que instruiu as autoridades do distrito de São Petersburgo a considerar as placas ilegais e a removê-las.