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Plataformas do Ministério da Saúde teriam sofrido "cyberbullying por encomenda"

Ataque virtual aconteceu na madrugada da última sexta-feira, 10

Ingredi Brunato, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 14/12/2021, às 14h27

Fotografia meramente ilustrativa
Fotografia meramente ilustrativa - Divulgação/ Pixabay/ TheDigitalArtist

O Ministério da Saúde foi alvo de um cyber ataque na madrugada da última sexta-feira, 10, causando preocupação entre os brasileiros por conta da ameaça de uma possível perda de dados, incluindo os relativos ao andamento da vacinação no país. 

A investida fez com que as plataformas e sistemas virtuais relacionados ao órgão público saíssem do ar temporariamente, incluindo o Conecte SUS, aplicativo do governo no qual os cidadãos podem navegar os serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde com maior praticidade.

Quem tentava entrar nos sites era redirecionado para um grupo do Telegram, algo que é conhecido como "pichação virtual". A princípio, a Polícia Federal desconfiava de que se tratava de um caso de sequestro de dados.

Para lidar com essa situação, poderia ser necessário pagar uma quantia solicitada pelos responsáveis pelo ato para que o governo recuperasse as informações contidas em seu sistema.

Investigações repercutidas pelo UOL nesta terça-feira, 14, contudo, indicariam que a finalidade da ação foi simplesmente o assédio ao ministério. Isso pois os dados não foram comprometidos, o que ocorreria se houvessem sido criptografados ou deletados. 

Indo mais além, também segundo o veículo, um dos contatos do Telegram relacionados ao grupo Lapsus$, que reivindicou a autoria do crime digital, pertenceria ao dono de um site de "doxing", ou uma espécie de "cybullying por encomenda". A atividade, que geralmente tem indivíduos como alvos, costuma expõr informações pessoais a respeito da pessoa, assim ameaçando sua segurança. 

Felizmente, o Ministério da Saúde não perdeu as informações do seu sistema. A investida digital, porém, pode ainda não ter chegado ao fim, uma vez que na madrugada da última segunda-feira, 13, ocorreu um segundo ataque, o que foi divulgado pelo R7. Essa segunda ação inutilizou os sistemas internos e linhas telefônicas do órgão, dificultando o trabalho de seus funcionários.