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Notícias / Feminicídio

Polícia encontra suspeito de matar ex-esposa amarrado em poste no Rio

Queven da Silva e Silva teria atirado 16 vezes contra a ex-companheira Sarah Jersey Nazareth Pereira; horas depois, ele foi encontrado amarrado em um poste

Redação Publicado em 28/07/2022, às 13h34

Vídeo de Queven confessando o crime que circula nas redes sociais - Divulgação/ Redes Sociais
Vídeo de Queven confessando o crime que circula nas redes sociais - Divulgação/ Redes Sociais

Por volta das 4 horas da manhã da última terça-feira, 26, a cabeleireira Sarah Jersey Nazareth Pereira, de 24 anos, foi assassinada a tiros. Segundo a polícia do Rio de Janeiro, onde o crime ocorreu, o principal suspeito é Queven da Silva e Silva, com quem Sarah teve um relacionamento. Ele teria atirado 16 vezes contra a cabeleireira. 

De acordo com o delegado Romulo Assis, titular da Delegacia de Homicídios, antes do crime, Queven teria enviado uma mensagem para a vítima contando seu plano. "Ele disse que ia invadir a casa dela e atirar nela, e foi o que aconteceu."

O suspeito foi detido horas depois, ainda na manhã da terça-feira. Na ocasião, agentes de segurança o encontraram amarrado em um poste na entrada do Morro dos Prazeres, comunidade que fica no bairro de Santa Teresa. 

Após desamarrar o sujeito, os policiais descobriram que Queven era suspeito pelo assassinato. Ele disse, segundo matéria da Folha de São Paulo, que a própria família havia o prendido. 

 A mãe dele disse que ele pretendia se entregar para a polícia, mas acabou resistindo e decidiu fugir. Ela afirmou que eles [a família] o amarraram no poste e pretendiam levá-lo à 7ª DP depois, mas a viatura passou antes e o encontrou ali", informou Assis

Entretanto, o delegado não comentou sobre a possibilidade do ato ter sido concluído por membros de uma facção criminosa, que poderiam submeter Queven ao tribunal do tráfico. 

Admissão de culpa

Nas redes sociais, circula o vídeo de um homem algemado que usa um moletom preto e diz ser o autor do crime. Sobre a gravação, a polícia confirmou que a mesma é verídica. “Dei tiros nela”, disse o sujeito. 

O delegado afirmou que Queven se recusou a prestar depoimento e disse que só falaria perante o juiz. Dos 16 tiros dados pelo sujeito, ainda não se sabe quanto atingiram a cabeleireira, mas a perícia confirmou perfurações no braços, tronco e pernas da vítma, que era mãe de dois filhos: uma criança de quatro anos e um bebê de dois meses, ambos estavam no local na hora do assassinato.