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Polícia encontra um novo suspeito para o caso Madeleine McCann

Em 2007, a britânica de 3 anos desapareceu do quarto de hotel onde dormia, em Algarve, Portugal. Já são 13 anos de mistério

Pamela Malva Publicado em 03/06/2020, às 17h30

Madeleine McCann em foto da família
Madeleine McCann em foto da família - Getty Images

Treze anos depois do desaparecimento de Madeleine McCann, a equipe de investigação da Scotland Yard encontrou um novo suspeito para o crime. Se trata de um prisioneiro alemão que estava em Portugal quando a menina sumiu, em 2007.

Hoje, o homem, que não teve sua identidade revelada, está preso devido a um “assunto não relacionado”. Aos 43 anos, segundo os detetives, ele já teve “condenações anteriores” e se recusou a fornecer quaisquer detalhes sobre o caso.

Scotland Yard acredita que o suspeito estava na mesma área onde Madeleine foi vista pela última vez, em Portugal. Dono de um Jaguar na época, o homem transferiu carro para o nome de outra pessoa no dia seguinte ao desaparecimento da menina britânica.

Segundo o detetive Cranwell, o alemão costumava frequentar a região do Algarve entre 1995 e 2007 e, assim, estava na mesma praia que a família de Madeleine quando ela sumiu. Naquela noite, ele recebeu um telefonema que pode ser a chave do caso.

Os pais de Madeleine com um pôster usada nas buscas da menina / Crédito: Getty Images

 

Ainda de acordo com o oficial, o suspeito, então com 30 anos, ficou das 19h22 às 20h20 conversando com alguém. Os números de telefone envolvidos na ligação já foram divulgados para que mais informações sejam adicionadas ao inquérito.

Para Cranwell, é imprescindível que o indivíduo com quem o suspeito estava conversando seja identificado. “Essa pessoa é uma testemunha essencial e pedimos que entre em contato”, explicou o detetive.

A investigação da Scotland Yard ainda caracteriza o caso de Madeleine como sendo um desaparecimento, já que não existe qualquer evidência da morte da menina. O Departamento Federal de Polícia Criminal da Alemanha, no entanto, já considera o caso como um "inquérito de assassinato".