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Polícia espanhola invade armazém e resgata 21 migrantes que vivam sob trabalho forçado

Segundo autoridades, que se depararam com uma 'sala secreta', o grupo era obrigado a trabalhar por longos períodos

Fabio Previdelli Publicado em 14/12/2020, às 10h37

Trabalhadores sendo resgatados de uma sala escondida atrás de uma pilha de roupas
Trabalhadores sendo resgatados de uma sala escondida atrás de uma pilha de roupas - Polícia Nacional Espanhola

A polícia espanhola informou o resgate de 21 migrantes que viviam em más condições em um armazém de roupas usadas, onde eram forçados a trabalhar por longas horas. As informações são da BBC.  

Em comunicado, as autoridades locais disseram que essas pessoas eram obrigadas a trabalhar em péssimas condições, recebendo apenas 1,80 euro por hora, algo em torno de 11 reais. Ainda foi informado que, um pai e dois filhos que dirigiam o negócio, na província de Murcia, no sudoeste do país, foram presos.  

De acordo com os policiais, a empresa fornecia e distribuía roupas para serem vendidas em países africanos. Segundo o comunicado, quando as autoridades invadiram o local, o gerente do armazém começou a gritar para seus trabalhadores correrem e se esconderem.

Com isso, quatro deles acabaram pulando uma cerca externa enquanto outros se trancaram no armazém. Quando entraram no local, os policiais descobriram que oito trabalhadores haviam sido colocados dentro de uma "toca" escondida por carrinhos pesados cheios de roupas. 

Eles disseram que a sala 'secreta' foi construída para esconder pessoas em caso de intervenção policial. “Os detidos recrutaram cidadãos estrangeiros em situação irregular para os obrigar a trabalhar sem qualquer garantia legal durante longas horas”, disse a polícia. 

"Eles se aproveitaram de sua vulnerabilidade e de sua situação de necessidade para submetê-los a duras condições de trabalho." O comunicado afirma que há uma "ausência total de medidas de segurança e higiene ocupacional" no armazém.