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Polícia faz avanços no caso dos meninos de Belford Roxo: 'Foram torturados'

Segundo novas informações das autoridades, o inquérito sobre o assassinato dos meninos pode ser encerrado logo

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 09/12/2021, às 15h06 - Atualizado às 15h14

Imagem de câmera de segurança dos meninos de Belford Roxo, que foram mortos por traficantes
Imagem de câmera de segurança dos meninos de Belford Roxo, que foram mortos por traficantes - Divulgação / Polícia Militar

Na última semana, a polícia tem investigado e feito avanços no caso dos meninos de Belford Roxo. Hoje, quinta-feira, 9, as equipes entraram na comunidade do Castelar, com a intenção de fazer 56 prisões e já descobriu fatos do crime.

O assassinato e desaparecimento dos corpos de Lucas Matheus, Alexandre da Silva e Fernando Henrique aconteceu em dezembro de 2020 e foi motivado, supostamente, por terem roubado passarinhos. Todos os autores estão, ou estavam, conectados ao tráfico de drogas daquela região, razão por trás da grande quantidade de prisões desta ação.

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense comanda a operação e seus representantes conversaram com a imprensa para expor alguns dos avanços da investigação.

De acordo com Uriel Alcântara, titular do órgão policial, os três meninos foram torturados pelos criminosos e, quando um morreu, decidiram assassinar todos.

“Eles foram torturados. Pode-se chamar de tortura. Em algum momento um deles falece, e eles acham que a solução daquele caso seria matar os outros dois e chamar alguém para levar os corpos para fora da comunidade”, narrou.

Segundo as informações da cobertura do portal de notícias G1, a polícia já fez 33 prisões, no entanto ainda investiga os quatro agentes principais no episódio: Edgar Alves de Andrade (Doca), foragido, Ana Paula da Rosa Costa (Tia Paula), morta, Willer Castro da Silva (Stala), morto, José Carlos Prazeres da Silva (Piranha), morto. 

O fato de ter demorado quase um ano para que a polícia civil solucionasse o caso causou uma grande revolta por parte da população.

Em resposta a estas, o diretor do Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, Roberto Cardoso respondeu que o caso era difícil e negou quaisquer queixas.

“A Polícia Civil foi cobrada sobre esse crime. Houve insinuações que a polícia priorizava investigações cujas vítimas são ricas, em detrimento de investigações cujas vítimas são pobres. Hoje foi demonstrado que isso não é verdade. É um fato difícil de investigar”.