Notícias » Brasil

Polícia Federal atua em operação para combater tráfico de fósseis no Ceará

Até o momento, as investigações aprontaram para o esquema de uma rede que envolve empresários, servidores públicos e professor de universidade

Penélope Coelho Publicado em 22/10/2020, às 10h39

Fósseis apreendidos na operação
Fósseis apreendidos na operação - Divulgação / Polícia Federal

De acordo com informações publicadas nesta quinta-feira, 22, pelo portal de notícias G1, nesta manhã a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação conhecida como Santana Raptor, a fim de investigar o tráfico de fósseis na Chapada do Araripe, Ceará.

Até o momento, a PF cumpre 19 mandados de busca e apreensão, 17 deles no Ceará e 2 no Rio de Janeiro. De acordo com a publicação, o esquema ilegal acontece desde 2017 e um professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é um dos suspeitos de participar da organização criminosa.

Alguns dos fósseis apreendidos no Ceará / Crédito: Divulgação / Polícia Federal

 

Segundo a investigação, o esquema é realizado a partir da extração e venda ilegal de fósseis por pessoas que trabalham em pedreiras nas regiões de Nova Olinda e Santana do Cariri, local onde dois homens foram presos. Sabe-se que a Chapada do Araripe é conhecida por possuir fósseis com mais de 110 milhões de anos.

Fósseis retirados ilegalmente que foram apreendidos na operação Santana Raptor / Crédito: Divulgação / Polícia Federal

 

A investigação também aponta que a rede criminosa envolve empresários, servidores públicos e atravessadores. Há indícios de negociações de fósseis raros por parte de um professor da UFRJ e também pesquisadores.

Caso os crimes sejam comprovados, os suspeitos podem ser condenados a até 16 anos de prisão, já que fósseis são bens da União além de serem patrimônio cultural e natural do Brasil.